quarta-feira, 10 de outubro de 2018

VENEZUELA: SIM OU NÃO?


            


Com o respeito devido a quem pensa diferente, a minha leitura do "#EleNão" foi de histeria de massa. Histeria, quanto ao comportamento, se define pelo exagero de reações emotivas, pelo descontrole. “O Bolsonaro é nazista, é fascista, é homofóbico, é misógino, racista e vai trazer o apocalipse zumbi para o planeta.” Sério?
            Tem que ser muito demente para acreditar que o capitão reformado do Exército está disposto a construir campos de concentração por aqui (isso sim seria nazismo!) e mandar para lá judeus, negros, gays, trans, petistas, etc. É ou não é histeria? Ou haja elasticidade no conceito de nazismo!
            O capitão também não é nenhum franciscano. É muito sério o sujeito defender a tortura como método de investigação e a ditadura como regime de governo. Como bater palmas para um cara que faz apologia ao "pau-de-arara"? Não dá!
            Mas o que temos para hoje? Hoje nós temos a seguinte bifurcação política: "Venezuela: sim ou não?". Porque se o PT vencer, com as suas matrizes ideológica e econômica, podemos nos preparar para comer ração animal e o próprio cachorro.
            Temos duas opções. Uma é Bolsonaro; a outra é o marionete do Lula, Fernando Haddad. O sujeito é laranja de um criminoso condenado em um processo de corrupção e por lavagem de dinheiro, chefe preso de uma organização criminosa travestida de partido político que quase levou o país à bancarrota. Haddad foi prefeito da maior capital do país e não conseguiu se reeleger e nem sequer foi para o segundo turno. Foi defenestrado da prefeitura com 40% de rejeição dos paulistanos. Teve mais votos brancos e nulos do que no candidato petista. Foi um desastre como ministro da Educação. Cada ENEM era uma bagunça e os livros adotados pelo MEC mostravam as revoluções da Rússia, China e Cuba como se fossem o paraíso na Terra, e que os povos daqueles países só eram infelizes porque eram contaminados com a ideia do consumismo capitalista (?!). Além disso, os famosos vídeos e cartilhas de erotização infantil, apelidados de “kit gay”, foram obra e graça da sua gestão. Mas, se o poste do Lula for eleito, ele quer mais. O seu programa de governo, entregue ao TSE, traz as seguintes propostas aqui destacadas:
            - “Reforma do Sistema de Justiça, democratizando as estruturas do Poder Judiciário e do Ministério Público, impedindo abusos e aumentando o acesso à Justiça a todas as parcelas da população, em particular os mais pobres.” (P. 6): entenda-se, aparelhamento dessas instituições e desmanche da Lava Jato.
            - “É preciso instituir medidas para estimular a participação e o controle social em todos os poderes da União (Executivo, Legislativo, Judiciário) e no Ministério Público” (P. 13), traduzindo, criação de “comissões populares” para surrupiar as atribuições dos poderes da República e entregá-las aos sindicatos, CUT, MTST, etc.;
            - “Vamos expandir para o Presidente da República e para a iniciativa popular a prerrogativa de propor a convocação de plebiscitos e referendos,” (P. 13). Em bom português: o PT quer esvaziar, através de plebiscitos e referendos, qualquer oposição de congressistas, os verdadeiros representantes do povo em um regime democrático.
            - “será necessário ainda conferir transparência e controle social na administração da Justiça.” (p. 15) – sempre que lerem “controle social” significa que o PT e asseclas querem censurar alguém ou alguma instituição.
            - "democratização da escolha dos órgãos diretivos do Poder Judiciário.” (P. 15). Sempre que o PT fala em “democratização” significa a tomada de locais estratégicos por seus asseclas com o objetivo de acabar a legalidade daquela instituição.
            - “ novo marco regulatório da comunicação social eletrônica,” (P. 6). Em outras palavras, controle do que é publicado nas redes sociais e nos meios de comunicação tradicionais (jornais, emissoras de rádio, televisão, etc.). “Diversidade e Pluralismo” desde que seja petista. (vide, também, p. 16)
            - “O governo promoverá ainda a desconcentração dos investimentos publicitários estatais,” (P. 17). No linguajar comum, eles querem financiar os blogs pelegos, como o Brasil 247, Opera Mundi, Diário do Centro do Mundo, etc.
            - “Nosso programa compreende a cultura como um direito de todas e todos e como um campo de luta pelas liberdades individuais e contra o racismo, o machismo, a LGBTIfobia, a intolerância religiosa e o avanço do conservadorismo no Brasil.” (P. 35): pregação ideológica esquerdista em todos os níveis da educação sob o título de “direitos humanos”, “diversidade”, “combate à intolerância”, etc.
            - “o Brasil deve retomar e aprofundar a política externa de integração latino-americana e a cooperação sul-sul (especialmente com a África),” (P. 11) – fortalecer as ditaduras nas Américas e na África, apoiando o projeto do Foro de São Paulo de implementar regimes socialistas nos dois continentes.
            - “aumentar progressivamente os recursos para o MinC, visando alcançar a meta 1% do orçamento da União, assim como fortalecer o papel e ampliar os recursos do Fundo Nacional de Cultura (FNC)” (P. 34) – o objetivo é aumentar a dependência da classe artística em relação às verbas federais, alimentando uma dependência, que deverá ser paga com a subserviência intelectual e criativa.
            Em outras palavras, Venezuela! Tudo aí foi feito por Chaves/Maduro. Agora a população de um dos países mais ricos do mundo está comendo o que encontra nas lixeiras.
            Também não adianta votar em branco ou nulo. Em uma eleição apertada como esta, a omissão pode nos jogar para a lata de lixo também.
            Bolsonaro foi adotado por um eleitorado que sabe do que o PT é capaz. A massa de seus eleitores nãoé fã de suas piadas sobre mulheres, gays, quilombolas e sei lá mais quem. Agora, não temos outro para ESTA eleição. É ele ou Haddad. Eu, honestamente, não quero ter que caçar cachorro na rua para ter proteína no jantar.

Fontes: