domingo, 1 de maio de 2016

AMIGOS PERO NO MUCHO

ALIADOS, PERO NO MUCHO



Segundo o PT, o mentor intelectual, o crápula-mor, Satanás de óculos, o malencarnado, responsável pela baixa do PIB, destruição dos empregos e da sabotagem sofrida pela PETROBRAS foi obra do ignóbil Eduardo Cunha. Dilma só é uma pobre vítima.

Agora, tal como o anticristo e a besta no livro do Apocalipse, Cunha encontra em Temer, na visão escatológica petista, o aliado para a destruição do Brasil. Dilma foi traída.

Temer é vice-presidente, sucessor natural de Rousseff no caso de impedimento da governanta, mas é acusado de sabotagem, conspiração e chamado de golpista pela organização criminosa vermelha.
O PMDB, antes cortejado pelo partido da propina, agora é execrado como traidor da pátria.

Tosca construção de narrativa. A Esquerda sempre quer elaborar uma versão da história onde eles passam por heróis das conquistas e vítimas das elites. O nome disso é antigo, é chamado de mentira. Para quem não lembra, o pai da mentira é o Diabo, mas parece que perdeu o seu posto para os socialistas.

Vejamos.

Sem a capilaridade do PMDB e o seu número expressivo de prefeitos, deputados e senadores, o PT não conseguiria o tempo de campanha que teve, os palanques que fez uso e a base necessária para aprovar as suas medidas. Lula e Dilma foram beneficiados pelo PMDB, tanto que fizeram de tudo para tê-lo ao seu lado.

O que fez o PT?

Tentou destruir a candidatura, dentro do PMDB, de Eduardo Cunha à presidência da Câmara. Depois, vendendo o Estado e liberando emendas, quis definir quem seria o presidente do PMDB, apoiando o seu candidato Leonardo Picciani em confronto direto com o vice de Dilma, Michel Temer. Sem contar que deixou uma raposa velha, como Temer, como enfeite de sala-de-estar durante todo o primeiro governo da Mulher sapiens.

O Partido do Trambique perdeu Temer, Cunha, PMDB e partidos da base aliada. Agora, está de mudança do Palácio do Planalto.

Não. Não é Cunha ou Temer o capiroto na Terra. Temer tem tanta legitimidade quanto Sarney, quando da morte de Tancredo, ou Itamar após o impeachment de Collor. Se o PT e a governanta prestam contas com Lúcifer é porque abusaram do pecado da soberba.


Agora, que se aquietem no inferno que construíram.

Quem paga a conta

QUEM PAGA A CONTA?




Calcula-se que 28,5 milhões de contribuintes entregaram à Receita Federal a declaração do Imposto de Renda Pessoa Física em 2016. São as pessoas com renda anual tributável (ex.: salário) acima de R$ 28.123,91.

O Brasil, por sua vez, tem 209,5 milhões de habitantes e 63% dessa população é economicamente ativa, ou seja, aquela que está inserida no mercado de trabalho ou que, de certa forma, está procurando se inserir nele para exercer algum tipo de atividade remunerada.

Em um cálculo simples, são 209,5 milhões de brasileiros, dos quais 132 milhões trabalham ou estão procurando trabalho, mas apenas 28,5 milhões pagam a maior parte da conta cobradas pelo governo. São 13,6% da população que paga a despesa de todo um país.

Talvez isso explique o momento político dito extremado que vivemos hoje.

Esses 13.6% são aqueles que pagam a conta, mas que o governo chama de elite branca, que odeia negros, nordestinos, pobres, mulheres e gays. É o pessoal que tem descontos de toda a ordem para ver o seu dinheiro indo para os partidos políticos, para a CUT, para o MST, para os pseudos “movimentos sociais”, aqueles que invadem fazendas produtivas, matam animais, quebram tratores, sabotam trilhos e bloqueiam estradas.

Esses 13,6% que ficam 8 ou mais horas de trabalho, são obrigados a pagar por segurança particular, previdência privada, escola particular e planos de saúde, mas que são invisíveis ao governo do PT, pois são a tal “elite branca”.

Essa “elite” tem que trabalhar quase 5 meses do ano para sustentar todo tipo de cabide de emprego na esfera federal, 39 ministérios, blogs e sites pagos para defender Dilma e Lula e todo tipo de “programas sociais” que não foram feitos para que os seus beneficiários saiam de sua miséria.

Os 13.6% da população viram as empresas PETROBRAS, CORREIOS, BANCO DO BRASIL, CAIXA ECONÔMICA, BNDES e fundos de pensão serem assaltadas, dilapidadas, fatiadas e privatizadas entre os políticos da esquerda nacional sem que houvesse uma melhora para essas companhias, para os seus empregados ou para a população em geral.

São os 13,6% que são chamados de golpistas, de “coxinhas”, de fascistas, de “filhotes da ditadura” porque não compactuam com a o princípio do “rouba, mas faz”.

Por não saber ler o apelo, as angústias, os desejos e as críticas dessa pequena parcela da população, a confraria vermelha da propina foi surpreendida com milhões de pessoas vestidas de verde e amarelo nas ruas, pedindo mudanças, pedindo ética, pedindo justiça. São aqueles que encontram no juiz Sérgio Moro, no ex-ministro Joaquim Barbosa e na advogada Janaína Paschoal a voz pública que não possuem.

Sim, são esses 13,6% da população, aqueles que pagam a conta de todas as outras parcelas, que são a locomotiva do país. Como motor da nação, decidiram que é hora da quadrilha petista dar adeus ao poder.


Tchau querida!